O sonho e as “Ruinas Circulares”

Marilena Chauí


Na tradição do sagrado, o sonho tem sido invocado seja como profecia seja como ordenação moral. Na história da filosofia, em muitos momentos, o sonho é invocado, seja de maneira positiva (como em Cícero), seja de maneira negativa (como em Descartes). Após Freud, falar em sonho envolve dimensões da vida psíquica que não permite nos aproximarmos dele com o fervor religioso nem com as considerações filosóficas sobre a consciência adormecida. No entanto, a criação literária não está aprisionada pelas exigências psicanalíticas (aliás, pelo contrário, tem sido fonte para trabalhos psicanalíticos). Por isso e sob a perspectiva criadora, decidimos falar sobre o sonho a partir de um conto de Borges, “Ruinas circulares”.

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